Não gosto que me peçam para ser boa, não me peçam nada, mesmo aquilo que eu posso dar. As relações de dependência me assustam. Não precisem de mim com hora marcada e por um motivo concreto, precisem de mim a todo instante, a qualquer hora, sei ouvir o chamado silencioso da amizade verdadeira, do amor que não cobra, estarei lá sem que me vejam, sem que me percebam, sem que me avaliem.
— Martha Medeiros
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Consta nos astros, nos signos, nos búzios. Eu li num anúncio, eu vi no espelho, tá lá no evangelho, garantem os orixás: Serás o meu amor, serás a minha paz. Consta nos autos, nas bulas, nos dogmas. Eu fiz uma tese, eu li num tratado, está computado nos dados oficiais: Serás o meu amor, serás a minha paz. Mas se a ciência provar o contrário, e se o calendário nos contrariar… Mas se o destino insistir em nos separar… Danem-se os astros, os autos, os signos, os dogmas, os búzios, as bulas, anúncios, tratados, ciganas, projetos, profetas, sinopses, espelhos, conselhos! Se dane o evangelho e todos os orixás! Serás o meu amor, serás, amor, a minha paz. Consta na pauta, no Karma, na carne, passou na novela. Está no seguro, pixaram no muro, mandei fazer um cartaz: Serás o meu amor, serás a minha paz. Consta nos mapas, nos lábios, nos lápis, consta nos Ovnis, no Pravda, na Vodca…